Nota de Imprensa (05.04.2016)

O Congresso AMAlentejo que reuniu no passado dia 2 de abril de 2016, em Tróia, com o lema: “Mais Poder Local, Mais Democracia, Melhor Alentejo”, contou com 478 participantes.

A Declaração de Tróia apresentada pela Comissão Promotora de AMAlentejo ao Congresso (que havia sido enviada no dia 31 de março de 2016 a todos os participantes, com outra documentação considerada pertinente para a necessária reflexão) foi aprovada apenas com duas abstenções e sem votos contra.

Respondendo positivamente ao convite que havia sido dirigido a todos os partidos com assento na Assembleia da República, à ANMP e à ANAFRE, fizeram-se representar no Congresso: o Partido Ecologista “Os Verdes”, o Partido Comunista Português, o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses.

Aos ausentes espera a Comissão Promotora poder ter presentes em futuras iniciativas.

Como foi afirmado no Congresso, as portas de AMAlentejo estarão sempre abertas a quem quiser contribuir positiva e construtivamente para a defesa valorização e aprofundamento do poder local democrático e para a procura de soluções que contribuam para o Alentejo economicamente desenvolvido e socialmente mais justo e solidário que todos ambicionamos. O Alentejo de que Portugal precisa.

O Congresso AMAlentejo, ultrapassando as perspetivas mais optimistas quanto ao número de presenças, foi, sobretudo, uma lição de civismo, de cidadania, de democracia. Uma afirmação daquilo que AMAlentejo quer ser, um espaço de liberdade, plural, democrático, um espaço onde as diferenças de opinião não constituam uma barreira mas antes sejam escutadas com respeito e entendidas como contributos a ter presentes na nossa reflexão coletiva e na procura das soluções para os difíceis problemas que temos pela frente. Problemas que só o empenho e vontade de todos pode permitir ultrapassar com sucesso.

A democracia precisa de cidadãos participativos. É isso que pode vivificar e reforçar a democracia. Foi isso que se fez no Congresso AMAlentejo.

O Alentejo precisa de todos os saberes. O momento que vivemos exige unidade e coesão de todas e todos os que amam o Alentejo. Procuremos juntos as respostas necessárias, apresentemo-las à sociedade, deixemos depois aos partidos ou aos grupos de cidadãos que o entendam e queiram fazer a disputa democrática do poder, (local, regional ou nacional) assumindo-as ou rejeitando-as.

Temos muito a aprender para melhorar a jovem democracia que somos. O desinteresse, a descredibilização da política e o afastamento crescente dos cidadãos da mesma é uma questão que deve merecer atenção dos partidos.

O Congresso AMAlentejo mostrou, como o mostrou a construção da sua Comissão Promotora que, é possível encontrar temas e construir bases de entendimento em torno de propostas e objetivos concretos, que isso é mobilizador, é apelativo à participação.

O Congresso AMAlentejo constituiu uma importante afirmação da justeza dos objetivos que conduziram à constituição da Comissão Promotora de AMAlentejo, uma manifestação de maturidade política e uma clara compreensão sobre aquilo que é realmente importante para o Alentejo no momento presente.

Impõe-se agora um segundo passo. Avançar com a elaboração do Projeto de Lei de iniciativa popular que levará à Assembleia da República a proposta da criação da Comunidade Regional do Alentejo com base nos princípios da Declaração de Tróia e recolher as 35 mil assinaturas que tal iniciativa exige.

A Comissão Promotora de AMAlentejo saudando os órgãos de comunicação social, sobretudo a âmbito regional, pela forma como têm exercido o seu dever de informar, não pode deixar de criticar a ausência das televisões e rádios nacionais e o silêncio incompreensível que têm feito sobre as iniciativas de AMAlentejo. No Alentejo também se pagam impostos e taxas de radiodifusão.

A Comissão Promotora de AMAlentejo apela às instituições que ainda o não fizeram para que apoiem e adiram a AMAlentejo. O Alentejo precisa da força e empenho de todos.

Une-nos e motiva-nos o nosso amor ao Alentejo


Alentejo, 5 de abril de 2016

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